Em 2021-2022 NADA FOI INVESTIDO NA EUROPA e menos de 1% dos orçamentos de pesquisa em saúde foram destinados à Medicina Tradicional e Complementar
O investimento em pesquisa foi menor do que 0,2% na Austrália e nos Estados Unidos (*)
Embora o Brasil tenha sido citado na reportagem (3º Congresso Mundial de Medicina Tradicional, Complementar e Integrativa 2025, realizado no Rio de Janeiro), ao lado da China, Índia, Irã, Coreia do Sul e Suíça, como um país que regulamentou a Medicina Chinesa e Complementar, isto de fato não aconteceu.
O Ministério da Saúde atingiu, tardia e parcialmente, uma das metas da Estratégia da OMS de Medicina Tradicional 2002-2005, e o Brasil criou a política, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, de 2006-que não é lei.
A Portaria 971 permite apenas as profissões da área da saúde regulamentadas trabalhar no sistema público, enquanto que praticantes de medicinas tradicionais como africana, chinesa, ayurveda, indígena, mateiros e raizeiros não foram contemplados.
A crise na saúde do país, que teve de gastar muito importando médicos da medicina moderna, poderia ter sido diferente se Resoluções da Assembleia Mundial de Saúde, como a Resolução WHA29.72, de 1976, tivesse sido implementada.
Tais praticantes MT poderiam estar, há décadas, trabalhando em cuidados primários ao lado de médicos da medicina moderna e enfermeiros.
Infelizmente ninguém até agora reapresentou o projeto de lei da Medicina Tradicional, PL 5078/2005, do Deputado Valverde, (PT RO), que tinha por base recomendações da OMS.
Lembrando que o mundo parece não ter aprendido nada com as aplicações da MT usadas em outras epidemias e poderia ter evitado muitas perdas com a pandemia do Corona.
Senão vejamos.
A China, por exemplo, usou fórmulas patenteadas (medicamentos prontos que combinam várias ervas) e decocções (chás preparados na hora), entre eles:
SARS (2002 – 2003). Lianhua Qingwen e fórmulas ricas em Lonicera japonica e Forsythia suspensa, a fim de rduzir a febre e o tempo de internação; e minimizar danos pulmonares por corticoides.
Swine Flu (H1N1 (2009 – 2010). Maxingshigan-Yinqiao (mistura de duas fórmulas clássicas) e Oseltamivir (em conjunto) para controle térmico equivalente aos antivirais ocidentais em casos leves.
Gripe Aviária 2003 (H5N1) e 2013 (H7N9). Andrographis paniculata e extrato de Artemisia annua a fim de inibir a replicação viral e prevenir a "tempestade de citocinas" (inflamação grave).
COVID-19(2019 – 2022). Lianhua Qingwen e o Protocolo dos Três Medicamentos e Três Fórmulas
Três Medicamentos (patenteados)
Lianhua Qingwen (cápsulas e grânulos). Foi desenvolvido durante a SARS em 2003. Indicado para casos leves e moderados, com 13 ervas (incluindo Ma Huang e Lonicera) para baixar a febre, aliviar a tosse e reduzir a carga viral nos pulmões.
Jinhua Qinggan (grânulos) para tratamento de pacientes com sintomas iniciais, combinando duas fórmulas clássicas (Maxing Shigan e Yinqiao) para reduzir o tempo de febre e melhorar a contagem de glóbulos brancos.
Três Fórmulas
Novas decocções foram desenvolvidas ou adaptadas especificamente durante o surto inicial em Wuhan, baseadas na observação dos sintomas dos primeiros pacientes.
Qingfei Paidu (decocção para limpeza e desintoxicação pulmonar) foi o carro-Chefe), a fórmula mais famosa e utilizada, que combina elementos de várias receitas clássicas (dinastia Han), usada em TODOS os estágios (leve, moderado e grave). Alguns estudos sugeriram que teve uma eficácia superior a 90% na prevenção do agravamento da doença.
Huashi Baidu (fórmula para transformar umidade e desintoxicar), usada em casos graves para combater a umidade tóxica, que causa acúmulo de secreção pegajosa nos pulmões, dificultando a oxigenação;
Xuanfei Baidu (Grânulos para Dispersar o Pulmão), usado em casos moderados para aliviar a inflamação pulmonar e melhorar a respiração. Em testes clínicos, mostrou capacidade de aumentar a contagem de linfócitos e melhorar as imagens de tomografia do tórax.
A China criou uma linha de defesa para a fase inicial/leve: Jinhua Qinggan e Lianhua Qingwen, fase moderada: Xuanfei Baidu e Qingfei Paidu e fase grave/UTI: Xuebijing Huashi Baidu. (*)
Tais compostos atuam em frentes biológicas distintas e têm composição Química e mecanismos de ação distintos.
Lianhua Qingwen: Contém Luteolina e Quercetina (da Madressilva e Forsythia). Estes flavonoides bloqueiam o encaixe da proteína spike do vírus em receptores celulares (ACE2) e têm forte ação anti-inflamatória.
Xuebijing (Injetável): Contém Cártamo e Salvia miltiorrhiza. A função química principal é a inibição de citocinas pró-inflamatórias (como IL-6 e TNF-α), prevenindo a falência múltipla de órgãos.
Andrographis paniculata: Contém Andrografolida, que demonstrou em laboratório capacidade de inibir a protease principal do vírus SARS-CoV-2, impedindo sua replicação.
(*) Fontes dos estudos citados
H1N1 (gripe suína) e Maxingshigan-Yinqiao. Oseltamivir compared with the Chinese traditional therapy maxingshigan-yinqiaosan in the treatment of H1N1 influenza: a randomized trial". Fonte: Annals of Internal Medicine, 2011.
SARS. Relatório: "WHO Global Conference on SARS and Traditional Medicine".
(*) WCTCIM 2025 https://wctcim.cabsin.org.br/new/despite-high-funding-gaps-in-research-scientists-and-indigenous-leaders-unite-for-the-first-time-to-advance-traditional-complementary-and-integrative-medicine/
No comments:
Post a Comment