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Monday, 29 December 2025
Monday, 22 December 2025
MEDICINA TRADICIONAL. FALTA DE INVESTIMENTO EM PESQUISAS
Em 2021-2022 NADA FOI INVESTIDO NA EUROPA e menos de 1% dos orçamentos de pesquisa em saúde foram destinados à Medicina Tradicional e Complementar
O investimento em pesquisa foi menor do que 0,2% na Austrália e nos Estados Unidos (*)
Embora o Brasil tenha sido citado na reportagem (3º Congresso Mundial de Medicina Tradicional, Complementar e Integrativa 2025, realizado no Rio de Janeiro), ao lado da China, Índia, Irã, Coreia do Sul e Suíça, como um país que regulamentou a Medicina Chinesa e Complementar, isto de fato não aconteceu.
O Ministério da Saúde atingiu, tardia e parcialmente, uma das metas da Estratégia da OMS de Medicina Tradicional 2002-2005, e o Brasil criou a política, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, de 2006-que não é lei.
A Portaria 971 permite apenas as profissões da área da saúde regulamentadas trabalhar no sistema público, enquanto que praticantes de medicinas tradicionais como africana, chinesa, ayurveda, indígena, mateiros e raizeiros não foram contemplados.
A crise na saúde do país, que teve de gastar muito importando médicos da medicina moderna, poderia ter sido diferente se Resoluções da Assembleia Mundial de Saúde, como a Resolução WHA29.72, de 1976, tivesse sido implementada.
Tais praticantes MT poderiam estar, há décadas, trabalhando em cuidados primários ao lado de médicos da medicina moderna e enfermeiros.
Infelizmente ninguém até agora reapresentou o projeto de lei da Medicina Tradicional, PL 5078/2005, do Deputado Valverde, (PT RO), que tinha por base recomendações da OMS.
Lembrando que o mundo parece não ter aprendido nada com as aplicações da MT usadas em outras epidemias e poderia ter evitado muitas perdas com a pandemia do Corona.
Senão vejamos.
A China, por exemplo, usou fórmulas patenteadas (medicamentos prontos que combinam várias ervas) e decocções (chás preparados na hora), entre eles:
SARS (2002 – 2003). Lianhua Qingwen e fórmulas ricas em Lonicera japonica e Forsythia suspensa, a fim de rduzir a febre e o tempo de internação; e minimizar danos pulmonares por corticoides.
Swine Flu (H1N1 (2009 – 2010). Maxingshigan-Yinqiao (mistura de duas fórmulas clássicas) e Oseltamivir (em conjunto) para controle térmico equivalente aos antivirais ocidentais em casos leves.
Gripe Aviária 2003 (H5N1) e 2013 (H7N9). Andrographis paniculata e extrato de Artemisia annua a fim de inibir a replicação viral e prevenir a "tempestade de citocinas" (inflamação grave).
COVID-19(2019 – 2022). Lianhua Qingwen e o Protocolo dos Três Medicamentos e Três Fórmulas
Três Medicamentos (patenteados)
Lianhua Qingwen (cápsulas e grânulos). Foi desenvolvido durante a SARS em 2003. Indicado para casos leves e moderados, com 13 ervas (incluindo Ma Huang e Lonicera) para baixar a febre, aliviar a tosse e reduzir a carga viral nos pulmões.
Jinhua Qinggan (grânulos) para tratamento de pacientes com sintomas iniciais, combinando duas fórmulas clássicas (Maxing Shigan e Yinqiao) para reduzir o tempo de febre e melhorar a contagem de glóbulos brancos.
Três Fórmulas
Novas decocções foram desenvolvidas ou adaptadas especificamente durante o surto inicial em Wuhan, baseadas na observação dos sintomas dos primeiros pacientes.
Qingfei Paidu (decocção para limpeza e desintoxicação pulmonar) foi o carro-Chefe), a fórmula mais famosa e utilizada, que combina elementos de várias receitas clássicas (dinastia Han), usada em TODOS os estágios (leve, moderado e grave). Alguns estudos sugeriram que teve uma eficácia superior a 90% na prevenção do agravamento da doença.
Huashi Baidu (fórmula para transformar umidade e desintoxicar), usada em casos graves para combater a umidade tóxica, que causa acúmulo de secreção pegajosa nos pulmões, dificultando a oxigenação;
Xuanfei Baidu (Grânulos para Dispersar o Pulmão), usado em casos moderados para aliviar a inflamação pulmonar e melhorar a respiração. Em testes clínicos, mostrou capacidade de aumentar a contagem de linfócitos e melhorar as imagens de tomografia do tórax.
A China criou uma linha de defesa para a fase inicial/leve: Jinhua Qinggan e Lianhua Qingwen, fase moderada: Xuanfei Baidu e Qingfei Paidu e fase grave/UTI: Xuebijing Huashi Baidu. (*)
Tais compostos atuam em frentes biológicas distintas e têm composição Química e mecanismos de ação distintos.
Lianhua Qingwen: Contém Luteolina e Quercetina (da Madressilva e Forsythia). Estes flavonoides bloqueiam o encaixe da proteína spike do vírus em receptores celulares (ACE2) e têm forte ação anti-inflamatória.
Xuebijing (Injetável): Contém Cártamo e Salvia miltiorrhiza. A função química principal é a inibição de citocinas pró-inflamatórias (como IL-6 e TNF-α), prevenindo a falência múltipla de órgãos.
Andrographis paniculata: Contém Andrografolida, que demonstrou em laboratório capacidade de inibir a protease principal do vírus SARS-CoV-2, impedindo sua replicação.
(*) Fontes dos estudos citados
H1N1 (gripe suína) e Maxingshigan-Yinqiao. Oseltamivir compared with the Chinese traditional therapy maxingshigan-yinqiaosan in the treatment of H1N1 influenza: a randomized trial". Fonte: Annals of Internal Medicine, 2011.
SARS. Relatório: "WHO Global Conference on SARS and Traditional Medicine".
(*) WCTCIM 2025 https://wctcim.cabsin.org.br/new/despite-high-funding-gaps-in-research-scientists-and-indigenous-leaders-unite-for-the-first-time-to-advance-traditional-complementary-and-integrative-medicine/
Saturday, 20 December 2025
Tai Chi na Segunda Cúpula Global da OMS sobre Medicina Tradicional
TAI CHI é Medicina Tradicional Chinesa
A UNESCO reconheceu o Tai Chi como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade
Fonte: OMS
Declaração de Délhi sobre Medicina Tradicional (2025)
REGULAMENTAÇÃO DOS PRATICANTES DE MEDICINA TRADICIONAL
Os participantes da Segunda Cúpula Global da OMS sobre Medicina Tradicional comprometeram-se a fortalecer sistemas regulatórios coerentes para os praticantes de medicina tradicional, a fim de garantir segurança, qualidade, eficácia, responsabilidade, acessibilidade e confiança pública, além da regulação de produtos e práticas da Medicina Tradicional.
Fonte: OMS
The Delhi Declaration on Traditional Medicine (2025)
REGULATION OF TRADITIONAL MEDICINE PRACTITIONERS
Participants at the Second WHO Global Summit on Traditional Medicine pledged to strengthen coherent regulatory systems for traditional medicine practitioners in order to ensure safety, quality, efficacy, accountability, accessibility and public trust, as well as the regulation of traditional medicine products and practices.
Source: WHO
Friday, 19 December 2025
Baixíssimo investimento global em Medicina Tradicional
Por que tão pouco financiamento foi destinado à Medicina Tradicional?
Até 90% da populações utiliza a medicina tradicional, mas apenas um por cento do financiamento global de saúde apoia pesquisas nessa área e há desequilíbrios regionais em países que possuem uma política nacional sobre o MT.
"A participação limitada do financiamento global para pesquisa em saúde da medicina tradicional se deve em grande parte a fatores estruturais e metodológicos, não à falta de relevância ou demanda", revelou Rabinarayan Acharya, Diretor-Geral do Conselho Central de Pesquisa em Ciências Ayurvédicas da Índia.
Source: https://news.un.org/en/story/2025/12/1166628
Wednesday, 17 December 2025
Tai Chi in The Second WHO Global Summit on Traditional Medicine
TAI CHI is Tradicional Chinese Medicine
UNESCO has recognized Tai Chi as an Intangible Cultural Heritage of Humanity
Tuesday, 16 December 2025
Second WHO Global Summit on Traditional Medicine. Regulation of Practitioners
Practice, practitioners and the relevance of Traditional Medicine in health system resilience
On the agenda of this important traditional medicine event, one of the most important sessions will undoubtedly take place on the afternoon of the second day under the theme: Practice, practitioners and the relevance of Traditional Medicine in health system resilience.
According to the WHO, "This parallel session will focus on strengthening the foundations of Traditional Medicine integration through education, evidence-based practices and regulatory approaches that support resilient health systems. Discussions will explore models for regulating Traditional Medicine practitioners to ensure minimum standards of education and practice, promote accountability and ethical conduct, and support broader health system goals. The session will also highlight the role of education and continuous professional development in embedding evidence-based practice and promoting safe, effective and culturally responsive care. In addition, participants will examine the development and application of clinical practice guidelines that align Traditional Medicine with patient safety priorities and health system standards. A key focus will be on how evidence-based Traditional Medicine can enhance system resilience by ensuring continuity of care in routine settings while strengthening preparedness and response in times of crisis."
Monday, 15 December 2025
WHO Global Traditional Medicine Strategy 2025–2034 (B)
Strategic objective 3. Integrate safe and effective TCIM into health systems
Rationale.
The integration of safe and effective TCIM into health systems will play a key role in the reorienting of health services.13 TCIM can be integrated into all of the building blocks of a health system, covering all levels of healthcare across the care continuum and life course, in line with the political declaration of the high-level meeting on universal health coverage adopted by the United Nations General Assembly in 2023. Primary healthcare is a foundation of universal health coverage and a natural entry point for the integration of TCIM.
Direction 3.1. Incorporate safe and effective TCIM services into national and local health-related frameworks and policies for the integration of safe and effective TCIM into health systems
Rationale.
Political commitments and policy frameworks are essential for the safe and effective integration of TCIM into health services that are safe, effective, efficient, coordinated and sufficiently resourced by governments. Policy frameworks for professional education and communication are also essential for effective integration, especially at the level of educational institutions. Recognizing and educating practitioners of both TCIM and biomedicine promotes mutual understanding, respect, communication, collaboration and integration.
Actions for Member States
• Determine if and how the integration of safe and effective TCIM into national and local health systems can support the reorientation of health systems and services. • Recognize the potential role of TCIM as an integral part of health services and include it in the building blocks of national health frameworks, policies and plans to permit integration at all levels of the health system. • Establish mechanisms for quality assurance, safety monitoring and evaluations of outcomes of TCIM services and products.
• Facilitate the integration of education between traditional and complementary medicine and biomedicine.
Actions for partners and stakeholders
• Support the development of a national framework or policy that prioritizes health and well-being in which traditional and complementary medicine and biomedicine health practitioners collaborate and coordinate in the delivery of health services. • Encourage traditional and complementary medicine and biomedicine educational institutions to integrate their curricula to promote interprofessional collaboration. • Educational institutions should consider the establishment and maintenance of TCIM divisions. Actions for the WHO Secretariat • Develop WHO guidance on the integration of safe and effective TCIM into national health systems. • Organize activities to support Member States in the integration of TCIM as well its monitoring and evaluation. • Support Member States in initiating and improving institutional education curricula on appropriate knowledge and skills of traditional and complementary medicine in biomedicine schools and vice versa in traditional and complementary medicine schools.
WHO Global Traditional Medicine Strategy 2025–2034
Strategic objective 2. Support the provision of safe and effective TCIM through appropriate regulatory mechanisms
Rationale. Appropriate regulatory mechanisms are crucial for TCIM to safeguard the public from unsafe or substandard TCIM products and services. A risk-based regulatory approach is well suited to TCIM, tailoring regulatory requirements to the specific type of TCIM products or services based on safety and efficacy. This involves establishing appropriate participatory mechanisms, quality control measures, standards and labelling requirements, as well as ensuring that the intended use is justified and rational. The highest standard of science and stringent regulatory provisions, as appropriate to national requirements, should apply for TCIM products and services used for medical purposes to ensure their safety, quality and effectiveness in clinical settings. Regulatory mechanisms for TCIM practitioners must prioritize patient safety. TCIM practitioners cannot be considered as a single group due to the diverse nature of TCIM modalities, therapeutic approaches, training, practice and practitioners’ division of labour. The identification and establishment of common norms and standards for qualifications, competencies and ethical conduct contribute to ensuring that practitioners have the necessary knowledge and skills to deliver safe and effective care (...)
Direction 2.2. Provide appropriate regulatory mechanisms for TCIM practices and practitioners
Rationale. Regulatory frameworks should be adapted to the different forms of TCIM practices and practitioners. They should also be aligned with TCIM policies to support the preservation and strengthening of TCIM knowledge and practices that are safe and effective, while preventing misappropriation.
Regulatory frameworks should consider – based on health system objectives, risk profiles and regulatory capacity in the local context – appropriate standards for educational programmes, certification and licensing requirements to ensure that TCIM practitioners have the knowledge and skills to deliver safe and effective care.
Balanced frameworks contribute to interprofessional collaboration and the coordination of service delivery across the spectrum of health and social care systems, enabling a holistic and integrated approach to people-centred care.
Actions for Member States
• Establish or strengthen appropriate regulatory mechanisms to promote safe and effective TCIM practices, while recognizing their diversity.
Develop appropriate quality standards of medicinal preparations made by TCIM practitioners.
• Develop standards, guidelines and codes of conduct to promote responsible and accountable TCIM practices.
• Adopt or refer to WHO technical documents in developing minimum training requirements, including ethics for TCIM practitioners.
• Set training requirements for TCIM practitioners, including ongoing professional development. • Collect, analyse and use data on the TCIM health workforce for improved planning and accountability. Actions for partners and stakeholders
• Promote a dialogue between TCIM professional associations with regulatory authorities for standards pertaining to education, practices and practitioners.
• Encourage regulators, training institutions and professional organizations to support national and local health workforce data collection, analysis and use for improved planning and accountability. • Support research on the impact of regulatory systems in reference to patient safety and population health outcomes. Actions for the WHO Secretariat
• Develop a WHO international classification and qualification framework for TCIM practitioners and provide technical guidance to countries.
• Develop and/or update WHO technical documents in TCIM.
• Improve health workforce data on TCIM practitioners through regular reporting in the WHO National Health Workforce Accounts Data Portal and complementary surveys and reports.
Facilitate information sharing between Member States and partners regarding approaches to and experiences with the regulation of TCIM practices and practitioners in different settings.
Segunda Cúpula Global da OMS de Medicina Tradicional
Restaurando o equilíbrio: A ciência e a prática da saúde e do bem-estar
Brasil terá pelo menos três palestrantes neste importante evento de Medicina Tradicional da OMS, Nelson Filice de Barros, Daniel Miele Amado e Ricardo Ghelman.
O EXÉRCITO DE RESERVA de praticantes da Medicina tradicional, que HÁ DÉCADAS ESPERA-e continua esperando-pela implementação de Resoluções da Assembleia Mundial de Saúde, aguarda uma notícia que seja benéfica para os detentores do conhecimento ancestral, como a regulamentação da profissão, e não apenas regulamentação de produtos e práticas.
Existem muitas Resoluções da Assembleia Mundial de saúde sobre MT:
WHA78 (2025)
WHA76.20
WHA75.19
WHA73.15
WHA67.18 (2014) Medicina tradicional;
WHA62.13 (2009) Medicina tradicional;
WHA61.21 (2008) Estratégia global e plano de ação sobre saúde pública, inovação e propriedade intelectual;
WHA56.31 (2003) Medicina tradicional;
WHA54.11 (2001);
WHA44.34 (1991) Medicina tradicional e cuidados de saúde modernos;
WHA42.43 (1989) Medicina tradicional e cuidados de saúde modernos;
WHA41.19 (1988) Medicina tradicional e plantas medicinais;
WHA40.33 (1987) Medicina tradicional;
WHA31.33 (1978) Plantas medicinais;
WHA30.49 (1977) Promoção e desenvolvimento da formação e da investigação em medicina tradicional;
WHA29.72 (1976); e
WHA22.54 (1969).
Alguns excertos.
WHA29.72: Incentivar o desenvolvimento de equipes de saúde treinadas para atender as necessidades de saúde das populações, incluindo os trabalhadores de saúde na atenção primária à saúde, incluindo o poder de reserva de recursos humanos constituído por aqueles que praticam a MEDICINA TRADICIONAL.
WHA30.49: Governos devem dar a devida importância à utilização, em seus sistemas nacionais de saúde, de seus sistemas de medicina tradicional, com regulamentações adequadas.
WHA56.31: Reconhecer o papel de determinados praticantes tradicionais como um dos importantes recursos dos serviços de cuidados primários de saúde; promover, se necessário, a formação e, se necessário, a reciclagem de praticantes MT; criar sistemas para a qualificação, acreditação ou licenciamento dos praticantes MT; fornecer informações confiáveis sobre MT/MCA para os consumidores e fornecedores”; formular e implementar políticas e regulamentações nacionais sobre medicina tradicional em apoio ao uso adequado da medicina tradicional e sua integração aos sistemas nacionais de saúde; criar, expandir e fortalecer os sistemas nacionais de monitoramento da segurança de medicamentos existentes para monitorar medicamentos fitoterápicos e outras práticas tradicionais; fornecer apoio adequado à pesquisa sobre remédios tradicionais; e promover, o ensino da medicina tradicional nas faculdades de medicina.
Falando em Medicina Tradicional, vale lembrar do RELATÓRIO DA UNESCO SOBRE SISTEMAS DE MEDICINA TRADICIONAL E SUAS IMPLICAÇÕES ÉTICAS do Comitê Internacional de Bioética da Unesco (2012), que explorou questões básicas como:
- Benefícios e vantagens potenciais,
- Autonomia e responsabilidade individual,
- Segurança, Avaliação da eficácia e qualidade,
- Não discriminação,
- Biopirataria,
- Integração por meio da regulamentação,
- Parâmetros para educação e treinamento,
- Liberdade de escolha e espaço para escolha,
- Proteção contra exploração,
- Conceito pluralista de saúde, entre outros.
Uma frase marcante do relatório: “Não discriminação contra a Medicina Tradicional implica reconhecê-la e respeitar os direitos dos profissionais tradicionais.”
E lembrar ainda do ÚNICO projeto de lei de regulamentação da Medicina tradicional do Brasil, quase totalmente desconhecido, do Deputado Valverde (PT RO) PL5078/2005, que jamais foi reapresentado.
Sem esquecer jamais que os praticantes da medicina INDÍGENA, AFRICANA, CHINESA, AYURVEDA, além de mateiros e raizeiros sem diploma superior na área da saúde, poderiam estar trabalhando no sistema público de saúde em cuidados primários HÁ QUASE MEIO SÉCULO.
Que, infelizmente, não foram comtemplados pela Portaria 971.
Por fim, restam algumas questões.
Quando teremos no Brasil instituições de saúde
públicas, em áreas urbanas e rurais, com um departamento de MT, com serviços de
MT nos ambulatórios e para os pacientes internados; instituições médicas de MT
reguladas pela mesma legislação nacional que as instituições médicas
convencionais; profissionais das MTs com permissão para trabalhar em hospitais
públicos e privados e em clínicas; governo e seguros privados dando total
cobertura para as MTs, incluindo Ayurveda, Chinesa, Indígena e Africana; criação
de Institutos de Pesquisa de Medicina Tradicional e cursos universitários de
Medicina Tradicional Chinesa e de Ayurveda; apoio seletivo para estudos
clínicos do uso de MT para problemas sanitários prioritários e enfermidades
comuns; estudos de tratamentos seguros e eficazes para doenças que representam
as maiores cargas, especialmente entre a população mais pobre; critérios e
indicadores para medir o custo-efetividade e acesso o equitativo às MTs; bibliotecas
digitais nacionais de MT; aumento do acesso e ampliação do conhecimento de MT
através de redes de intercâmbio de informações; legislação nacional de controle
de segurança de produtos e de práticas MT; criação de pautas e metodologias
técnicas para valorizar a segurança, eficácia e qualidade das MTs; criação de critérios baseados em evidências sobre segurança, eficácia e qualidade de
terapias MT; cursos de FORMAÇÃO BÁSICA EM ATENÇÃO PRIMÁRIA PARA PROFISSIONAIS
MT; cartilhas de informações confiáveis para os consumidores sobre o uso
correto das MTs com base nos critérios da OMS; atingiremos todas as metas da nova Estratégia MT da OMS; adotaremos dos
Referenciais da OMS de Formação em Medicina Tradicional Chinesa e das
Diretrizes da OMS para a Elaboração de Informação ao Consumidor sobre a
utilização adequada da Medicina Tradicional Complementar e Integrativa; e regulamentação
da profissão de Medicina Tradicional nos moldes da Suiça, por exemplo, com exames nacionais
obrigatórios?
Friday, 12 December 2025
Biblioteca Global de Medicina Tradicional da OMS
Daqui há alguns dias a OMS lançará sua biblioteca global de Medicina Tradicional, primeira plataforma digital do gênero com mais de 1,6 milhão de registros científicos sobre o tema, uma rede de dados sobre Medicina Tradicional e um Quadro sobre Conhecimento Indígena, Biodiversidade e Saúde, entre outras iniciativas, durante a Segunda Cúpula Global da OMS sobre Medicina Tradicional.
Outro importante tópico da reunião será a implementação da nova Estratégia Global de Medicina Tradicional da OMS 2024-2035, aprovada pela Assembleia Mundial de Saúde, que fornece orientações vitais sobre REGULAMENTAÇÃO, entre outros temas.
WHO Traditional Medicine Global Summit 2023
Medicina Tradicional. Uma Realidade Global
A grande maioria dos Estados-membros da Organização Mundial da Saúde diz que de 40% a 90% de suas populações utiliza Medicina Tradicional
A Medicina Tradicional enfatiza remédios baseados na natureza e abordagens holísticas e personalizadas para restaurar o equilíbrio entre mente, corpo e ambiente, mas apesar do uso e demanda generalizados, recebe menos de um por cento do financiamento global para pesquisa, segundo Shyama Kuruvilla, Diretora do Centro Global de Medicina Tradicional da OMS.
Disse ainda que ''metade da população mundial não tem acesso a serviços essenciais de saúde; a medicina tradicional é frequentemente o cuidado mais próximo ou o único disponível para muitas pessoas".
Fonte: OMS